GOVERNOS DO BRASIL E DA FRANÇA QUEREM CENSURAR A INTERNET SOB PRETEXTO DE COIBIR NOTÍCIAS FALSAS


Por Glenn Greenwald e Helena Borges no The Intercept

NA TARDE DESTA terça (9), o perfil oficial da Federação Nacional dos Policiais Federais no Twitter publicou um anúncio extraordinário. O tom burocraticamente indiferente ocultava a importância da notícia. O tuíte, em essência, propunha dar à Polícia Federal e ao governo federal, ao qual se subordina, o poder de regular, controlar e até mesmo censurar conteúdo político na internet que seja considerado “falso”, e “punir” aqueles que o disseminarem. Esse novo poder atingiria postagens em mídias sociais e também sites inteiramente dedicados a tratar de política.

“A Polícia Federal dará início nos próximos dias em Brasília às atividades de um grupo especial formado para combater notícias falsas durante o processo eleitoral”, dizia o tuíte oficial. E continuava: “A medida tem o objetivo de identificar e punir autores de ‘fake news’ contra ou a favor dos candidatos”. Autoridades policiais de alto escalão declararam aos veículos de mídia que o grupo de trabalho incluiria representantes da Justiça Eleitoral e membros do Ministério Público, embora uma das figuras importantes do Judiciário envolvidas na medida seja o altamente controverso ministro de direita do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que há muito tempo vem ofuscando os limites da autoridade judicial com seu ativismo político.

Foto: O presidente francês Emmanuel Macron fala durante coletiva de imprensa, na embaixada de Pequim (China), quarta-feira, 10 de janeiro de 2018.

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