DILMA: MÍDIA USA 1964 PARA ENCOBRIR SEU APOIO AO GOLPE DE 2016


Presa e torturada durante a Ditadura Militar (1964-1985), a presidente deposta pelo golpe de 2016, Dilma Rousseff, disse em sua conta no Twitter que, a "mídia, que apoiou a derrubada do Governo Jango, negou, em 1964, ter havido um golpe de estado"; "Segundo eles, no Brasil, tb não havia presos políticos, muito menos torturados e mortos. Tenta, agora, usar o golpe de 1964 do qual foi cúmplice para encobrir o golpe de 2016", escreveu Dilma neste sábado (12); a postagem veio após documentos do Departamento de Relações Exteriores dos EUA apontarem que governos ditatoriais no Brasil autorizaram os assassinatos de pelo menos 104 opositores do regime militar

12 DE MAIO DE 2018 ÀS 20:30 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube

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247 - Presa e torturada durante a Ditadura Militar (1964-1985), a presidente deposta pelo golpe de 2016, Dilma Rousseff, disse em sua conta no Twitter que, a "mídia, que apoiou a derrubada do Governo Jango, negou, em 1964, ter havido um golpe de estado". "Segundo eles, no Brasil, tb não havia presos políticos, muito menos torturados e mortos. Tenta, agora, usar o golpe de 1964 do qual foi cúmplice para encobrir o golpe de 2016", escreveu Dilma neste sábado (12).

A postagem no Twitter veio dois dias após documentos do Departamento de Relações Exteriores dos Estados Unidos apontarem que o general Emílio Médici, presidente do País de 1969 a 1974, autorizou a morte de pelo menos 104 pessoas por militares do Centro de Informações do Exército (CIE). De acordo com as revelações, o seu sucessor, Ernesto Geisel, também autorizou a continuação dos homicídios de cidadãos considerados 'subversivos perigosos'. Cada novo assassinato seria analisado e autorizado pelo general João Figueiredo, indicado de Geisel para o Serviço Nacional de Informações (SNI).

A revelação foi feita pelo escritor, doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor. "O grupo informa a Geisel da execução sumária de 104 pessoas no CIE durante o governo Médici, e pede autorização para continuar a política de assassinatos no novo governo. Geisel explicita sua relutância e pede tempo para pensar. No dia seguinte, Geisel dá luz verde a Figueiredo para seguir com a política, mas impõe duas condições. Primeiro, 'apenas subversivos perigosos' deveriam ser executados. Segundo, o CIE não mataria a esmo: o Palácio do Planalto, na figura de Figueiredo, teria de aprovar cada decisão, caso a caso", disse Spektor no Facebook.

Depois das revelações da Cia, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e a Câmara Criminal do Ministério Público Federal emitiram nota cobrando ações da Justiça para revisar a Lei da Anistia. "O Ministério Público Federal, desde 2008, investiga e processa esses crimes, em estrita observância a essas normas. Entretanto, em razão da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 2010, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 153, que considerou válida a Lei de Anistia à luz do direito brasileiro, o Poder Judiciário tem sido refratário às iniciativas de responsabilização criminal dos autores dessas graves violações aos direitos humanos", diz o texto (veja no link abaixo).

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/354650/Ap%C3%B3s-revela%C3%A7%C3%B5es-da-Cia-%C3%B3rg%C3%A3os-do-MPF-pressionam-STF-por-revis%C3%A3o-da-Lei-da-Anistia.htm

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