NYTimes: a Globo vai morrer gorda!


O faturamento deles não paga a folha de salário - Valdir Macedo

O Conversa Afiada reproduz trecho de reportagem do New York Times (clique abaixo para ler o original em inglês):

Emissoras de TV dos Estados Unidos vão atrair a atenção dos anunciantes para a cidade de Nova York nesta semana, onde acontecerão as tradicionais festas e apresentações conhecidas como "the upfronts", as quais prometem impressionar os marqueteiros.

Novos shows e grandes talentos serão lançados nos palcos do Carnegie Hall e do Lincoln Center, seguidos por luxuosos eventos noturnos, nos quais os marqueteiros poderão comer rolinhos de lagosta e fazer selfies com estrelas das emissoras. A fanfarra dará início a semanas de negociações que visam fazer com que os anunciantes se comprometam com bilhões de dólares em gastos para o próximo ano com publicidade em TV.

Mas, sob o brilho e os canapés, as emissoras também estão navegando em uma séria reviravolta na publicidade. Os índices de audiência estão em declínio, especialmente entre os jovens (alguns dos quais nem possuem aparelhos de TV). É difícil acompanhar o ritmo dos muitos dispositivos e aplicativos que as pessoas usam para assistir a programas. E há uma série de plataformas que competem pela atenção dos telespectadores, incluindo o YouTube (do Google), o Facebook e a Netflix. Tudo isso resulta em uma situação precária para a TV aberta.

A publicidade na TV há muito é a melhor maneira de os profissionais de marketing alcançarem um grande número de pessoas ao mesmo tempo. E ainda é um meio formidável. Mas as rachaduras estão aparecendo.

As vendas de anúncios na TV norte-americana atingiram seu pico em 2016, quando ultrapassaram US$ 43 bilhões, segundo dados da Magna, braço de inteligência e compra de anúncios da IPG Mediabrands. As vendas diminuíram 2,2% no ano passado e a empresa estima que elas cairão pelo menos 2% ao ano até 2022.

A TV ainda é um bom negócio para muitos anunciantes (...) Mas a combinação de preços crescentes e queda na audiência está fazendo com que algumas grandes marcas pisem no freio.

Os programas mais populares - que geram os mais anúncios mais caros - estão atraindo espectadores mais velhos, o que é um desafio para as marcas que desejam alcançar os "millennials" e os jovens. Por exemplo, o programa mais bem cotado da temporada, o remake de "Roseanne", tem como público médio pessoas de 52,9 anos.

O YouTube, por outro lado, é muito popular entre os mais jovens. E as marcas se mostram tão ansiosas para alcançar esses espectadores que estão dispostas a continuar anunciando na plataforma, apesar dos problemas enfrentados por causa de anúncios exibidos em vídeos com conteúdo ofensivo, como materiais racistas.

À medida que os gastos com publicidade na TV começam a cair, os marqueteiros têm desviado mais dinheiro para gigantes da tecnologia, como Google e Facebook, que cada vez mais se concentram em expandir seus negócios com vídeos - e anúncios.

As empresas adoram a publicidade digital porque ela permite segmentar anúncios com base em suas próprias listas de clientes - como os detentores de cartões de fidelidade de loja - e perfis como "compradores do primeiro carro" ou "pessoas que gostam de viajar para o exterior". E eles querem esse tipo de capacidade na TV também. Esse desejo fez com que quatro empresas concorrentes - NBCUniversal, Turner, Viacom e Fox - trabalhassem para padronizar a linguagem e alguns dos conjuntos de dados que eles usam, na esperança de tornar mais fácil para as marcas comprar publicidade multiplataforma com eles.

Para ler o original em inglês do New York Times click abaixo:
https://www.nytimes.com/2018/05/13/business/media/television-advertising.html?hpw&rref=technology&action=click&pgtype=Homepage&module=well-region&region=bottom-well&WT.nav=bottom-well

FONTE:

https://www.conversaafiada.com.br/pig/nytimes-a-globo-vai-morrer-gorda

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