OS NOVOS REIS DO BAIXO CLERO: ELES VĂO VENDER GOVERNABILIDADE A BOLSONARO OU HADDAD


Por Rafael Moro Martins no The Intercept Brasil

JAMAIS HOUVE TANTOS partidos com assento na Câmara dos Deputados como a partir de 2019: nada menos que 30 legendas elegeram candidatos no pleito realizado neste domingo.

Para comparar, em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito para seu primeiro mandato, eram 15. Em 2002, ano da primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, 16. Quando Dilma Rousseff saiu consagrada das urnas, em 2010, havia 19. Quatro anos depois, eles já eram 28 – o que ajuda a explicar o destino da petista, apeada do poder em 2016.


Formar uma base num parlamento com três dezenas de partidos será um dos maiores desafios do próximo presidente da República. Ainda que PT e PSL tenham eleito as duas maiores bancadas da Câmara – 56 e 52 cadeiras, respectivamente –, a tarefa irá exigir negociação com chefetes de legendas médias e pequenas: o tradicionalíssimo toma-lá-dá-cá.

A partir de um levantamento pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o Diap, e de nomes indicados por Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação da instituição, o Intercept preparou os perfis de dez dos prováveis novos caciques de legendas que elegeram entre sete e 30 deputados.

Cabe notar que nove das 30 siglas que tiveram deputados federais eleitos neste domingo serão atingidas pela cláusula de desempenho, entre elas, o PCdoB e o PRTB, dos candidatos a vice-presidente Manuela D’Ávila e Hamilton Mourão. Nenhuma delas está na lista a seguir.

Com isso, elas perderão o direito ao dinheiro dos fundos partidários e eleitoral, além de ficarem impedidos de terem liderança partidária ou participarem de comissões na Câmara. Em última instância, isso deverá levar os políticos eleitos por esses nove partidos a se filiarem a outros, maiores.

Por fim, optamos por excluir da lista partidos com posições ideológicas claras (PDT, PSOL e, novamente, o PCdoB, que não negociariam adesão a um eventual governo Jair Bolsonaro) e legendas tradicionais que encolheram após o resultado de domingo – PSDB e DEM.

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https://theintercept.com/2018/10/10/novos-reis-baixo-clero-governabilidade/

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