A DEMOCRACIA MORRE NA ESCURIDÃO


Pela primeira vez, um jornal faz publicidade no Super Bowl, o espaço mais caro do mundo!

A principal notícia do Super Bowl, a festa magna do futebol (um horror!) americano, não foi a vitória, pela sexta vez, do Tom Brady, do New England Patriots, marido da Gisele Bündchen.

ASSISTA AQUI:
https://www.youtube.com/watch?v=y3XYCP6ycJ4

O Super Bowl é o espaço publicitário mais caro do mundo: US$ 11 milhões por 60 segundos.

Este ano, ao lado de M&M e Pepsi, apareceu um comercial do jornal Washington Post, com narração do ator Tom Hanks.

Jeff Bezos, o mega bilionário dono da Amazon, comprou o Washington Post em 2013, pela ninharia (para ele) de US$ 250 milhões.

Ele faz uma "rachadinha" entre o jornal e a Amazon e, com isso, leva clientes à Amazon e assinantes e anunciantes ao jornal.

Aparentemente, a operação deu certo, porque o WP passou a dar (pequeno) lucro e começa a competir com o New York Times pela liderança de acessos na internet.

A imprensa americana está sob ataque.

O Donald Trump elegeu a imprensa como inimigo público.

Como fazem aqui o Bolsonaro, filhos e seguidores.

O comercial de Bezos no Super Bowl pode ser interpretado nessa chave: defender a liberdade de expressão dos trogloditas trumpistas.

Aqui, caberia fazer o mesmo, fossem a Fel-lha e a Globo Overseas empresas com 1/100 da esperteza do Bezos.

Enquanto não fazem, curtam o comercial de título: "A Democracia morre na escuridão".

Escuridão que ameaça você também, amigo navegante!

Em tempo: o Nizam Gumais precisaria lançar mil dúzias de rosas vermelhas a Iemanjá para fazer um comercial dessa envergadura...

Em tempo2: o Washington Post é aquele jornal que, no uso da liberdade de expressão, enfrentou a fúria de um presidente e levou Richard Nixon a renunciar, com as reportagens sobre Watergate.

PHA ( PAULO HENRIQUE AMORIM)

FONTE:

https://www.conversaafiada.com.br/economia/democracia-morre-na-escuridao

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