Ditadura parlamentarista para golpear Lula


POR CESAR FONSECA.

LULA É O ALVO DO GOLPE PARLAMENTARISTA

A Comissão Especial da Reforma Política, na Câmara, aprovou, por 22 votos, proposta do DISTRITÃO, novo sistema eleitoral, para manter a elite no poder, agora, por meio do parlamentarismo, proposta que o povo já derrotou duas vezes, nas urnas, em 1961 e 1993. Tudo isso porque teme-se a volta de Lula em 2018 e sua política econômica de melhor distribuição da renda, com valorização dos salários, dos programas sociais, das propostas inclusivas, social e politicamente, do nacionalismo, contra as contrarreformas neoliberais etc. É a marcha ré na história.
O chamado DISTRITÃO, sistema eleitoral pelo qual elegem-se os mais votados, ou seja, os que mais têm grana para comprar votos, tudo dirigido pelos caciques partidários, virou, de repente, prioridade das elites. Os caciques temem enfrentar as ruas pelo sistema eleitoral vigente, o proporcional, que é muito ruim, mas que vai, com o DISTRITÃO, ser piorado, ainda mais. O que se pode vislumbrar é que se arma continuidade de golpe no eleitor, para evitar que ele se eduque política e democraticamente, votando em partidos, para priorizar indivíduos, escolhidos pelos donos dos partidos. No Brasil, partido tem dono, não é fruto da organização da sociedade, para se representar no parlamento. Os chefões se organizam por cima dos partidos, para administrar uma verba partidária, no denominado fundão, orçada em R$ 3, 6 bilhões. Vão manipular recursos públicos com objetivos privados. É o estado dominado pelo interesse privado, como acontece com os capitalistas que conseguem não pagar impostos, por meio de expedientes, como o Refis. O concedente da benesse, o presidente ilegítimo, golpista, por sua vez, garante manutenção dos interesses da sua tiurma. Eterniza-se domínio da elite partidária, bancada pelo mercado financeiro, de modo a ter aprovadas as medidas que lhe interessa. Por exemplo, as reformas trabalhistas e da previdência, bem como as privatizações das empresas estatais. Agora é a vez das hidrelétricas, como a Cemig, em Minas Gerais, a primeira da fila para ser entregue ao capital estrangeiro na bacia das almas. O DISTRITÃO fortalece a proposta parlamentarista golpista. Tenta-se dotar o legislativo do poder político, por meio de manobras parlamentares, como a que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, por meio de impeachment sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo. Enterra-se o presidencialismo de coalizão, pelo qual o PT ganhou quatro eleições, derrotando os conservadores.


BANCOCRACIA BARRA DEMOCRACIA

Maria Lúcia, líder do movimento nacional pela auditoria da dívida pública, demonstra as verdadeiras causas do déficit, os excessivos lucros dos bancos, e as jogadas que as elites, a serviços deles, aprontam, no Congresso, para dar novo golpe no povo, por meio da proposta golpista do parlamentarismo, travestida de

DISTRITÃO

Os chefões dos partidos conservadores cansaram de perder e querem voltar ao poder sem votos, por meio de golpes. Somente, assim, terão utilidade para o capital financeiro que os mantém, para continuarem entregando o Brasil para o capital internacional em troca de migalhas. Escravizam-se bases eleitorais, como no tempo das eleições a bico de pena, durante século 19. E os tucanos, que estão ao lado do PMDB, na articulação dessas manobras ditatoriais, por meio do parlamentarismo, tem a cara de pau de condenar o governador Maduro, da Venezuela. Lá, elegeu-se nova constituinte popular, por oito milhões de votos, por sistema de votação que confere ao eleitor registro do seu voto, como se tem a nota fiscal e seu respectivo valor quando se vai ao supermercado fazer compras. É dessa democracia que os conservadores morrem de medo. Armam continuidade da ditadura constitucional, para servirem os verdadeiros donos do poder, banqueiros e grandes industriais, nacionais e internacionais. Trata-se da classe social dominante que consegue, por meio da grande mídia, sua porta voz, sustentar a mentira de que o déficit público brasileiro é causado pelos gastos excessivos com funcionalismo público e com pagamento de aposentadorias, e não com pagamento de juros mais altos do mundo que inviabilizam as forças produtivas avançarem. Como explica Maria Lúcia Fattorelli, especialista em orçamento público, editora do site DÍVIDA CIDADÃ, coordenadora do movimento nacional em defesa da auditoria da dívida pública, hoje, o maior déficit nas contas públicas decorre dos gastos com as chamadas CONTAS ADMINISTRADAS, nome pomposo para denominar restos diários dos caixas dos bancos privados que são trocados por títulos públicos remunerados aos juros mais altos do planeta. Se esse dinheiro, calculado, atualmente, em R$ 1, 1 trilhão, 17,5% do PIB, ficasse parado no caixa dos bancos, a taxa de juro tenderia a zero ou negativa. Os banqueiros, diz Maria Lúcia, teriam que emprestar para não acumular prejuízos. Aí vem a salvação: o BC, comandado pelos próprios banqueiros, recebem, de mão beijada, títulos públicos, gordamente, remunerados. Ganham sem correr risco algum. Os comentaristas econômicos da grande mídia não tocam nesse assunto. Preferem repetir a ladainha de que os juros não caem porque os gastos com o funcionalismo público e com os aposentados não deixam, pressionam o caixa etc e tal. Bla, blá, blá neoliberal. Mas, é para manter esse status quo que serve o novo sistema eleitoral, o DISTRITÃO. Evita, por exemplo, que candidato comprometido com proposta de maior distribuição da renda nacional, políticas nacionalistas, fortalecimento da Petrobrás, para alavancar a indústria nacional, seja eleito, como é o caso de Lula. As elites tremem nas bases porque a cada pesquisa eleitoral, o ex-presidente pontifica-se como imbatível para 2018. O golpe eleitoral do parlamentarismo em marcha é isso aí: barrar a ascensão de Lula e evitar democratização do poder.

FONTE:

http://independenciasulamericana.com.br/2017/08/ditadura-parlamentarista-para-golpear-lula/

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