A COMUNICAÇÃO DE MASSA A SERVIÇO DAS FRAUDES


INDEPENDÊNCIA AINDA QUE TARDIA, E QUÃO TARDIA!

Pedro Augusto Pinho*

A primeira e fundamental condição para conquistar a independência é reconhecer-se – pessoa, país, sociedade – dependente, não ser livre, não dispor de soberania.

Muitos escravocratas, dominadores, colonizadores, procuram incutir nas mentes dominadas que a independência é relativa, que autonomia tem limites, que todos dependem de todos, mas sem explicitar quem ganha? quem perde? nestas relações.

Com o domínio do sistema financeiro internacional (a banca), em quase todo mundo contemporâneo, surgiram farsas, fraudes, enganos de todo tipo, sempre objetivando novas formas de sujeições. Podemos, sem erro nem excesso, afirmar que a globalização é fake, assim como a competitividade não existe e que só o altruísmo não constrói cidadania.

A COMUNICAÇÃO DE MASSA A SERVIÇO DAS FRAUDES

A maior arma que a comunicação a serviço da banca – praticamente toda mídia comercial (canais de televisão, emissoras de rádio, jornais e revistas) – usa é a desinformação. Você assistindo a Globo News, ao Jornal Nacional, às entrevistas da Roda Vida ou da Bandeirantes, ao jornal da Record e do SBT estará recebendo aquela informação trabalhada por profissionais da propaganda.

O que significa informação trabalhada?

Não é a mentira óbvia, afirmar que chove quando faz sol, ou da presença falante do morto nos estúdios da tv.

A informação trabalhada parte de um dado concreto, com imagem e tudo. Mas não comprova que aquela imagem é do lugar que diz ser; ou do momento da notícia, e é de outra hora ou, mais comum do que você imagina, a imagem é construida como em estúdio. E existem muitos outros e maiores fakes.

Quando o tema é importante para a banca, você o receberá de vários modos, sob diversas roupagens, e o encontrará constantemente. Por exemplo: ele será tema da novela da Globo e do SBT, assunto de grande reportagem no Fantástico, objeto de debate na BandNews, noticiário em quase todos os canais, reprisado, como escândalo e com palavras do ouvinte, nas rádios, manchete de jornal e capa de revista. Você será inundado da notícia da corrupção do PT, por exemplo. Pronto.

Depois irão surgir, porque são fatos incontestes, e há também interesse neles, as corrupções dos demais partidos, principalmente dos opostos ao PT.

E ficará claro que a corrupção do PT era muito menor do que a do PSDB, do DEM, do PP (o partido que congrega maior número de políticos corruptos), do PTB, do PR e muito especialmente desses partidos que se intitulam cristãos (PSC, PRB, PTC, DC).

Se você já não gostava do PT e foi divulgar, fazer crescer ainda mais a informação trabalhada, parcial, veja a seguir o que obteve.

Não era a corrupção que importava. E agora se revela, com os novos eventos, o objetivo daquela informação trabalhada.

O FURTO DO PRÉ-SAL

Tudo estava elaborado para que a maior reserva de petróleo descoberta no mundo, no último meio século, nas costas brasileiras e pela competência da Petrobrás, não servisse para o desenvolvimento e para empregos, saúde e educação no Brasil, mas para enriquecer os acionistas das empresas estadunidenses, inglesas, chinesas e norueguesas de petróleo.

E quem está por trás destas empresas? Quem são os acionistas que irão usufruir seus ganhos?

Vejamos os casos concretos dessas empresas de petróleo.

Temos candidatas e até já possuidoras desta fortuna do pré-sal as seguintes empresas: ExxonMobil, Shell, Chevron, CNOOC (chinesa) e Equinor (antiga norueguesa Statoil).

A quem pertencem estas empresas?

CNOOC e Equinor são estatais com 64% e 67% das ações em mãos do Estado (China e Noruega). Mas todas, inclusive as estatais, tem participação importante de The Vanguard Group e Blackrock.

Quem são Vanguard e Blackrock?

Dois dos maiores fundos de investimentos do mundo, com trilhões de dólares disponíveis, cada um. Como chegaram a estes valores que são mais de duas, três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil – 9ª ou 10ª economia mundial?

Por centenas, milhares de fundos, por eles controlados, que captam desde o trocadinho do assalariado (que irá perdê-lo na primeira crise fabricada pelos mesmo fundos) até os milhões, bilhões de dólares dos Rockfeller, dos Rothschild, da família real inglesa e dos traficantes de droga, contrabandistas de armas e os caixa 2 dos tucanos, pepistas e colegas. Uns de origem legítima, outros vindos incógnitos de paraísos fiscais.

Como são usados estes trilhões de dólares? Na especulação e na corrupção.

Comprando bens que deveriam proporcionar renda para o desenvolvimento social e econômico dos países e desviando-os para rendimentos estéreis da especulação. Comprando consciências e obtendo suas defesas e ações públicas que os beneficiem. Comprando políticos, institutos, partidos, academias, imprensa para que defendam seus interesses e escravize povos e extinga Estados Nacionais.

A banca, neste nosso tempo, é a maior fonte de corrupção do planeta.

A LUTA PELA LIBERDADE

Diante deste cenário, qual será o primeiro passo para nossa liberdade?

Entramos na reta final do processo de eleição para os cargos do executivo e legislativo nacional e estadual. E estamos mergulhados no golpe que a banca, por seus agentes no judiciário, na imprensa e no congresso brasileiro, nos aplicou em 2016.

A expectativa de fraude nas urnas é grande e real. Temos que denunciar, estar atentos e fazer uma fiscalização paralela à oficial.

Mas temos que nos informar e divulgar o que está verdadeiramente em causa. É a soberania nacional, a existência do Estado Nacional Brasileiro.

Sem Nação não há que se falar em desenvolvimento econômico nem social, não haverá espaço para cuidar da saúde e da educação. A insegurança física, jurídica, do emprego e do trabalho será absoluta.

Nós precisamos de muito estado nacional, nada de importar a ideologia neoliberal que trás com ela este capital dos fundos abutres e corruptores que vimos atacando o pré-sal.

A luta pela liberdade vai nos indicar o caminho do voto certo, nacionalista, brasileiro, de desenvolvimento social e político, do emprego e renda para nossos trabalhadores, não para os noruegueses e estrangeiros.



O candidato a Presidente que ganharia com toda certeza e nos conduziria para estas novas e desejadas realidades era o Lula.

Mas, mostrando sua capacidade de gênio político, de enorme desprendimento pessoal, ele abdica de ser novamente Presidente Eleito para dar lugar à renovação política, deixar aflorar a nova geração.

Repetindo o outro grande Presidente do Brasil, Getúlio Vargas, ele disse: Haddad e Manuela!.

*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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