A UNIÃO ALCKMIN E PP MOSTRA QUE BOLSONARO É SÓ UM SINTOMA DA VERDADEIRA DOENÇA: A MÍDIA OLIGÁRQUICA E AS ELITES


Glenn Greenwald, Victor Pougy no The Intercept Brasil

NO BRASIL, os setores midiático, legal, judiciário e corporativo passaram os últimos três anos insistindo enfaticamente que a corrupção política sistêmica é o problema mais grave do país. Esses setores estavam tão revoltados com a corrupção que se uniram – quase sem espaço para dissidência – em favor da ação mais drástica que pode ser tomada em uma democracia: a remoção de um presidente eleito antes do término de seu mandato.

Estava óbvio desde o início que a indignação frente à corrupção e ao crime não passava de um pretexto – longe de ser o real motivo por trás do impeachment. Ao remover Dilma Rousseff, esses setores conscientemente entregaram de bandeja o poder a verdadeiros criminosos e gângsters, pessoas cujos crimes fazem os truques contábeis de Dilma parecerem tão graves quanto atravessar a rua fora da faixa de pedestres.

Em meio ao panteão de irregularidades que vemos em Brasília no pós-impeachment, as “pedaladas fiscais” parecem tão inofensivas que chega a ser difícil acreditar que as estrelas do jornalismo global e os burocratas do PMDB e do PSDB conseguissem manter um semblante sério enquanto fingiam indignação para as câmeras.

Michel Temer, político fisiológico de carreira instalado na presidência, foi gravado encomendando propinas para silenciar Eduardo Cunha, o gângster que chefiou o processo de impeachment. O mesmo Congresso que discursou espalhafatosamente contra a corrupção passou os últimos dois anos recebendo propina legalizada de Temer para protegê-lo da justiça e mantê-lo no poder.

É uma fraude grande demais para ser explicada em palavras, mas que também dispensa explicações por ser tão óbvia.

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