Polícia política: subordinada a Moro, PF investe contra Glenn


Incapaz de negar a veracidade das revelações do The Intercept, ministro reclama da mídia e atiça a PF contra jornalista que lhe tira o sono
Quando era juiz em 2004, Sérgio Moro escreveu um texto que se revelaria um manual de instruções da Operação Lava Jato. Era uma análise sobre a Operação Mãos Limpas, caso ocorrido na Itália nos anos 1990. Uso à beira do ilimitado do poder de juízes e procuradores, prisões preventivas para arrancar delações e desmoralização dos políticos foram ideias defendidas por Moro no combate à corrupção. Ele pregava ainda o “largo uso da imprensa” para conseguir condenações judiciais. Se estas não ocorressem, “a opinião pública pode constituir um salutar substitutivo, tendo condições melhores de impor alguma espécie de punição a agentes públicos corruptos, condenando-os ao ostracismo”.

POR ANDRÉ BARROCAL NA CARTA CAPITAL

Quinze anos e muito “largo uso da imprensa” depois, Moro assiste, sob seu nariz e em seu proveito pessoal, ao maior ataque governamental a um jornalista no Brasil desde a ditadura. Subordinada ao ministro da Justiça, a Polícia Federal (PF) tenta uma devassa bancária de Glenn Greenwald, do site The Intercept, responsável por revelar conversas comprometedoras de Moro.


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